Dia 20 de Abril de 2011
No Verão de 1791, Mozart foi encarregue de compor uma missa de defuntos por parte de um desconhecido que se recusou identificar-se. (Só mais tarde se veio a saber que essa misteriosa pessoa era um enviado do conde Walsegg-Stuppach, que queria a missa para a sua esposa, falecida recentemente). Mozart, debilitado pelo cansaço e pela doença, e obsessionado pela morte desde a do seu pai, acabou por acreditar que se tratava de um mensageiro do Destino e pôs-se a escrever o réquiem como se fosse para o seu próprio funeral. Dia 5 de Dezembro desse ano, Mozart morria, sozinho e arruinado e sem ter concluido a composição. Tudo isto envolveu o “Réquiem” com um halo de legenda e mistério. Certo é, que a obra constitui uma grande referência da arte de todos os tempos.
Pela sua proximidade cronológica, a “Sinfonia nº 40”, forma junto com a “39” e “41”, um tríptico mais ou menos unificado. A sua composição foi vertiginosa: em Junho de 1788 Mozart terminava a “39”; em Julho, acabava a “40”, e no mês seguinte, finalizava a última. Nesse momento, Mozart tinha caído em desgraça: os seus últimos concertos fracassavam estrondosamente, a sua filha pequena Theresia morreu, ele ficava doente com mais frequencia, e ao mesmo tempo, as suas dívidas económicas cresciam sem fim. Umas circunstâncias que faz ainda mais surpreendente, a composição destas três obras primas.